Deep in the meadow, under the willow, a bed of grass, a soft green pillow.
Quarta-feira, 23 de Maio de 2012

Insectos?!

As pessoas que frequentam o 11º agora devem conhecer este poema, visto que uma amiga minha, que anda nesse ano, tem-o no livro.

Uma vez eu sonhei que era uma borboleta, 
voando entre as flores e arbustos do jardim.

 

Tudo era tão concreto e real 
que em momento nenhum do meu sonho 
suspeitei que a borboleta era eu 
ou que eu fosse a borboleta.

 

Para todos os efeitos possíveis e imagináveis, 
eu era, eu agia e eu realmente me sentia uma borboleta, 
cumprindo o destino de uma borboleta qualquer.

 

De repente, eu acordei 
e lá estava eu, sendo a pessoa que eu sempre fui 
– ou que sempre imaginei ser.

 

Sei muito bem 
que entre um homem e uma borboleta 
há tantas diferenças fundamentais e insuperáveis 
que a transformação de um no outro 
é algo simplesmente impossível de acontecer no mundo real.

 

É por isso que, desde então, 
eu nunca mais tive sossego 
quanto à minha verdadeira identidade.

 

Pois não há nada que me permita saber, 
com toda certeza e rigor, 
sem nenhuma margem de dúvida, 
se eu sou verdadeiramente um homem, 
que um dia sonhou que era uma borboleta, 
ou se eu sou uma borboleta, 
sonhando que é um homem.

 

O que me meteu confusão, após ter lido o poema, foi uma pergunta que se encontrava por baixo a dizer "E nós? Seremos nós insectos a sonhar que somos humanos?". Meteu-me a maior das confusões dentro da cabeça e fiquei a interrogar-me sobre isso. E vocês, acham que somos nós insectos a sonhar que somos humanos? A verdade é que não há maneira de o provar.

separadores: ,
uma filosofia de agnes hope às 22:12
link | favoritos?
De Tyla a 23 de Maio de 2012 às 22:57
é dificil de responder a pergunta, é como questionar onde estavamos antes de nascermos, é complicado


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